Assoalho pélvico, prazer em conhecer!

Por que a musculatura do períneo deve ser exercitada muito antes da maturidade
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Imagine só: você passa a vida cuidando do corpo e da cabeça, focada em se tornar uma pessoa cada vez mais bem-resolvida e saudável. E um dia, um simples espirro a leva ao desespero – “como assim deixei escapar xixi?”. É com este susto que algumas mulheres descobrem ter literalmente relaxado demais com uma parte sempre ignorada do corpo: o assoalho pélvico.

Incontinência urinária, dor nos genitais, desconforto durante o sexo, perda de libido e de prazer são algumas consequências do enfraquecimento da musculatura na região pélvica. Isso dificulta o orgasmo feminino e, nos homens, causa perda de ereção e impotência. E se você está visualizando uma propaganda de fraldas geriátricas, saiba que não se trata de um problema restrito à velhice.

Musculatura desconhecida afeta a todos

Você localiza essa musculatura quando contrai o bumbum, movimento que inclui o períneo, a área entre a vagina ou pênis e o ânus. O assoalho pélvico é como uma rede sustentando os órgãos pélvicos – a bexiga, a uretra, o útero ou a próstata. Seu afrouxamento pode levar à queda de bexiga e de útero (quando se movem do espaço natural no corpo e ficam mais próximos da vagina).

A flacidez dessa região chega com a idade. Mas, surpreendentemente, muitos atletas de crossfit, levantamento de peso, atletismo e ginastas de alta performance, de ambos os sexos têm altos índices de incontinência urinária. Isso acontece devido ao impacto e à força que impõem à musculatura.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), cerca de 35% das mulheres com mais de 40 anos e 40% das gestantes relatam esses problemas. Eles afetam tanto a vida sexual quanto a social e profissional – com o excesso de idas ao banheiro e o temor dos “escapes” de urina. Tudo junto pode levar até a um quadro de depressão.

Fisioterapia pélvica previne e trata

Mas a boa notícia é que existem muitos tratamentos, e melhor ainda, prevenção. Se você vai mais ao banheiro que seus colegas de trabalho, é sedentária, obesa ou tem doenças relacionadas à bexiga, você pode desenvolver o problema. E também se já teve filhos ou pretende engravidar, ou se está entrando na menopausa, pode se antecipar e procurar um/a especialista em fisioterapia pélvica.

Em geral, as disfunções do assoalho pélvico podem ser prevenidas com exercícios localizados. Pilates, yoga, pompoarismo com ou sem acessórios e exercícios de Kegel são algumas técnicas que podem ser realizadas em casa, desde que com orientação profissional.

Fisioterapia com alta tecnologia

Mas também há tratamentos tecnológicos para musculaturas mais prejudicadas, ou mesmo para um resultado mais imediato. Um dos mais conhecidos é o biodfeedback. Este aparelho monitora a capacidade de contração e relaxamento da musculatura da região através de eletrodos.

O fisioterapeuta pélvico também pode utilizar aparelhos, como o ultrassom, para diagnóstico da causa de incontinência urinária. O dinamômetro perineal para medir a força dos músculos, com uma sonda, é um deles. Já o perineômetro mede o tônus muscular por meio da pressão e contração do canal vaginal e aparelhos eletroestimuladores, entre outros.

Tratamento para pós-parto e endometriose

A fisioterapia pélvica tem muitas outras indicações além das disfunções do assoalho pélvico. Segundo a Associação Brasileira de Endometriose, 15% das mulheres brasileiras sofrem desse mal, que causa dores intensas na região da pelve. Os exercícios e aparelhos para o tratamento da endometriose são praticamente os mesmos que reduzem a incontinência urinária.

Gravidez e pós-parto também exigem muito da região pélvica, obviamente pelo esforço extra de sustentar o útero e o bebê. E depois do nascimento, o corpo precisa cicatrizar, recuperar seu tônus e a força das paredes abdominais. A fisioterapia previne a incontinência, diminui as dores lombares, reduz o inchaço e prepara o corpo para o trabalho de parto e para sua recuperação.

Indicação para pós-operatório

O assoalho pélvico é mais uma parte do corpo que não podemos negligenciar e que tem uma importância muito maior do que imaginamos. Mas não somente para a mulher: a incontinência após câncer de próstata também é reduzida. O Ambulatório de Reabilitação do Assoalho Pélvico do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), de São Paulo, aponta que a recuperação nesses casos pode ser antecipada em até 75% com seis meses de fisioterapia.

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