Desejo Responsivo & Desejo Espontâneo - Parte 1

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Feche os olhos por um momento e pense em como é o desejo. Para muitas de nós, as referências sexuais sempre vieram de filmes, música, arte e até pornografia. O padrão que se repete é: imagens quentes ao ser dominado pela luxúria do nada e chegando lá rapidamente...

De fato, as vezes acontece assim. E é ótimo quando isso acontece. Mas para muitas de nós, é necessário um pouco mais de esforço para entrar no clima, especialmente quando estamos em uma parceria de longo prazo e a paixão do início passou.

Nosso desejo é tão individual quanto nossas impressões digitais e aprender nossos padrões sexuais pode ser um processo de descoberta que dura a vida toda. No entanto, é possível simplificar e desvendar os segredos de nossos próprios estímulos.

O desejo geralmente vem de duas formas: desejo espontâneo, como a imagem cinematográfica de um casal lascivo rasgando as roupas um do outro, e desejo responsivo, mais lento e com necessidade de estímulo Entender sobre estes dois padrões é desenvolver uma auto-expressão sexual.

Desejo espontâneo versus desejo responsivo: qual é a diferença?

Para quase todos que experimentam desejos sexuais, existem dois componentes importantes: o mental e o físico.

Quando estamos mentalmente excitados, nós queremos! Planejamos, fantasiamos, imaginamos o que queremos fazer com nossa parceria e o que queremos que a parceria faça conosco. O desejo mental é aquele teatro interior. É uma história que contamos a nós mesmas no caminho para a cama.

Por outro lado, a excitação física acontece no corpo. Nosso tecido erétil fica cheio de sangue, nossos mamilos ficam duros, nossa frequência cardíaca aumenta. Nossas pupilas podem dilatar e podemos sentir rubor.

Embora o físico e mental não necessariamente se separam, é possível entender desejo espontâneo e responsivo a partir dos lugares em que estes dois processos acontecem primeiro.

Se experimentarmos primeiro a excitação mental, depois a física - isso é desejo espontâneo. Começamos a pensar em sexo, então queremos sexo, então nosso corpo segue esse caminho mental.

Se precisarmos experimentar a excitação física primeiro, antes que nosso motor mental comece a funcionar - esse é o desejo responsivo. Quando somos estimulados por meio de nossos sentidos, nossas mentes seguem o caminho na sequência.

Muito simples, certo? Então, por que o desejo espontâneo é o foco na maioria das histórias sensuais que vemos e ouvimos? E se o desejo responsivo é tão normal quanto o espontâneo, por que às vezes parece que nossa libido está quebrada?

Se você é alguém que precisa de estímulo físico para entrar no clima, há todo um universo para se explorar - em parceria ou sozinha. 

O mito de gênero e libido

Antes de continuarmos, quando usamos  “homens” e “mulheres” ao longo do texto, não temos a intenção de invalidar ou diminuir outras identidades de gênero. Fundamentalmente, somos todos indivíduos, imersos em uma mistura selvagem de biologia e socialização - o que parece ser responsável por algumas das maneiras diferentes pelas quais podemos sentir nossos impulsos sexuais.

Dito isto, via de regra, o desejo espontâneo está associado à sexualidade masculina. 75% homens e 15% das mulheres relatam que sentem principalmente desejo espontâneo.

Por outro lado, 30% das mulheres e apenas 5% dos homens relatam que sentem principalmente um desejo responsivo.

Historicamente falando, os comportamentos e preferências de homens têm sido vistos como o "padrão", ou a maneira "correta" de fazer as coisas, o que pode explicar por que os homens são vistos como tendo libido mais elevada - quando isso não é verdade. As mulheres são capazes de ser igualmente vigorosas. Precisamos apenas de coisas diferentes para chegar lá.

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