4 fatores que podem afetar seu desejo sexual

O desejo e a pulsão sexual são tão individuais quanto nossas experiências. Pergunte a uma amiga o que a satisfação sexual significa para ela e descubra como a frequência, métodos e comportamentos podem ser muito diferentes dos seus. O mesmo acontece com seu desejo de fazer sexo (acompanhada ou solo). Porém, o que todas temos em comum, são os hormônios que ativam nossos impulsos.

No livro “Mulheres em Ebulição'', a autora e Dra. Julie Holland explica que, "Estrogênio, progesterona e testosterona afetam o desejo de uma mulher e as respostas físicas de seu corpo". De acordo com o Journal Hormone Behavior, o desejo também pode flutuar ao longo do ciclo menstrual da mulher devido ao aumento e diminuição desses hormônios.

Costumamos pensar que homens tendem a ter mais desejo do que mulheres, e que a responsável por essa diferença é a testosterona. No entanto, recentes publicações observam que muitas vezes os estudos estão destacando a testosterona sem levar em consideração “fatores sociais ou psicológicos”. Então, quais são os outros fatores que contribuem para o nosso desejo sexual?

Desejo interno

Desejo interno é a resposta a nosso próprio impulso ou “repressão” de desejos. No final da década de 1990, dois pesquisadores do Instituto Kinsey desenvolveram uma teoria da resposta sexual chamada Modelo de Controle Duplo. Masters e Johnson já haviam sido os pioneiros no trabalho que levou à classificação dos quatro estágios da excitação sexual (Excitação, Platô, Orgasmo, Resolução). O que o Modelo de Controle Duplo fez, cerca de trinta anos depois, foi explicar não apenas a mecânica da excitação, mas como o corpo chega à excitação por meio do Sistema de Excitação Sexual e do Sistema de Inibição Sexual.

Emily Nagoski, Ph.D., autora de Come As You Are - A Revolução do Prazer, escreve em seu site que o sistema de excitação sexual (chamado de SES) é “o pedal do acelerador da sua sexualidade” e o sistema de inibição (também conhecido como SIS) é “o sistema de freios”. A inibição pode ser “medo do desempenho” (disfunção erétil, ejaculação precoce, etc.) em homens e medo de “consequências de desempenho” (transmissão de DST, gravidez indesejada, estigmas sociais) em mulheres. Cada indivíduo tem seus próprios níveis de SES e SIS mas mulheres geralmente possuem mais "freios" e os homens mais "gasolina".

Controle de natalidade

O medo de uma gravidez indesejada também pode ter outro efeito sobre o desejo sexual, principalmente ao usar pílulas anticoncepcionais. Contraceptivos hormonais, como pílulas anticoncepcionais ou adesivos, interrompem a produção de testosterona pelos ovários. Em uma tentativa de equilibrar os hormônios, seu corpo produz uma proteína, a globulina de ligação ao hormônio sexual (SHBG), que se liga aos hormônios. A testosterona que ainda está em seu corpo se liga ao SHBG. Lembra como a testosterona é necessária para a excitação? Isso significa que algumas mulheres que fazem controle da natalidade com pílulas anticoncepcionais relataram ter experimentado diminuição do impulso sexual. 

Estresse

O freio na excitação sexual também pode estar relacionado ao estresse. Provavelmente, é menos provável que você pense em ser “fatal” quando tem um prazo iminente no trabalho ou está vivendo uma pandemia. O Congresso Americano de Obstetras e Ginecologistas aponta que a "interação entre fatores orgânicos / físicos e fenômenos psicossociais", - em outras palavras, nossa própria psicologia pessoal e o que está acontecendo em nossas vidas, pode mudar a forma como respondemos sexualmente.

Envelhecimento

O envelhecimento também pode afetar o desejo sexual. No Journal of Women’s Health, mulheres de 61 a 89 que foram questionadas sobre suas vidas sexuais apontam ao menos uma queixa de disfunção sexual, sendo a mais comum secura vaginal. Assim como o desejo sexual é uma combinação de hormônios, estimulação e sensações físicas, a falta de interesse pelo sexo, mesmo à medida que envelhecemos, pode ter mais de um motivo. As mulheres no estudo também tiveram taxas mais altas de problemas de saúde, depressão e "menor satisfação com a vida".

O envelhecimento em si não acaba com o desejo, de acordo com o Journal of American Medical Association Internal Medicine: “Mulheres que relataram maior importância do sexo tiveram maior manutenção da atividade sexual”. Em outras palavras, as mulheres que viam o sexo e o contato sexual como importantes, cultivavam uma rotina como prioridade.

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Resumindo, o impulso sexual não é determinado por apenas uma coisa, especialmente para as mulheres. Todas as mulheres experimentam variações em seu impulso sexual ao longo de suas vidas. Se essas mudanças persistirem ou estiverem tendo efeitos de longo prazo em você ou em seu relacionamento, converse com um profissional da saúde sobre suas preocupações: ele pode ajudá-la a obter mais satisfação (e menos Netflix).

 

Referências Científicas:

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27049465/

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22552705/

https://www.sciencedaily.com/releases/2001/07/010725081754.htm

https://www.mazewomenshealth.com/wp-content/uploads/2015/10/FemaleSexualDysfunctionFSDResourceGuide.pdf

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26061291/

https://jamanetwork.com/journals/jamainternalmedicine/fullarticle/1828742